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A volta do Menino Maluquinho

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Há alguns dias, fui surpreendida com um presente muito legal. Quando a piscininha que compramos para Amélie chegou, Felipe, meu marido, puxou um pacote extra de dentro da caixa. Era um saco vermelho, amarrado com uma fita e acompanhado por cartão, que começava assim: Meu amor, a cada dia que passa fico mais “maluquinho” por você! Nem precisei ler o resto para saber o que havia dentro do embrulho. E isso me emocionou demais, pois o presente que Felipe estava me dando significava mais que uma demonstração de afeto. Demonstrava que ele estava com os ouvidos e coração sensíveis quando eu, cheia de saudade, falava do livro que marcou minha infância. E, 20 anos depois, eu ainda sabia de cor as primeiras frases: Era uma vez, um menino maluquinho. Ele tinha o olho maior que a barriga, tinha fogo no rabo, tinha vento nos pés... Eu fiquei tão sensibilizada com o mimo, que não tive como expressar direito todo o sentimento gostoso que foi despertado dentro de mim. Mas, Felipe me conhece muit...

Solucionando o soluço

Colocar uma linha vermelha na testa, prender a respiração, beber água com uma faca dentro do copo, levar um susto, comer açúcar, vestir um agasalho... Ih, já tentei tudo o que conheço para solucionar minhas crises de soluço. Graças a Deus, estão cada vez mais raras, mas quando resolvem aparecer, deixam-me revoltada, impaciente. É chato demais! Sendo meio “freudiana”, acho que a minha ojeriza aos soluços é culpa dos meus pais. Desde pequena, quando começava o meu “hic-hic”, os dois faziam um drama, parecendo que eu iria morrer. Iniciavam as sessões de simpatias, mandingas, dicas, macetes e demais testes comigo. De acordo com meu pai, a melhor solução para os soluços é respirar dentro de um copo de boca larga, vedando as laterais com as mãos. Ele defende essa teoria até hoje. Meu nariz ficava marcado, a minha respiração condensava dentro do copo e, nada. Depois de meia hora soluçando e sofrendo, a calmaria reinava. O pior era ter que ouvir o “eu disse que dava certo” do meu velho. O...

Boa de Cama

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Eu sei que sou boa e cama e Felipe, meu marido, pode confirmar isso. Certa vez, num final de semana sem nada para fazer, cheguei a dormir mais de 12 horas só por diversão. Isso mesmo. Durmo não só por necessidade, mas também por puro prazer, por amor à minha doce caminha. Na semana passada, dei-me um presentão de aniversário atrasado. Minha cama Queen Size com molas ensacadas. Ô, coisa boa! Além do espaço para me esparramar, quando um mexe de um lado, o outro não sente. Coisa chique mesmo. Eu mereço e Felipe também agradece por não dormir mais com os pés para fora! Mas antes de chegar à minha cama dos sonhos, já passei por algumas outras que não favoreciam em nada meus sonhos. Quando morava com minha mãe, minha cama era de cimento. Dependendo do colchão, eu tinha sérios problemas com a cabeceira. Quando o colchão era fino, batia a nuca. Quando era alto, caía no buraco entre a parede e a cama. Minha segunda cama foi quando fui morar com meu pai. Era uma cama de madeira pesada com...

Comédia Romântica

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Ontem, fez 10 anos e 5 meses que Felipe e eu estamos juntos. Como sou romântica, beirando a cafonice, penso em nossa história como uma comédia romântica. Desde a maneira que nos apaixonamos, as situações que vivemos (de lindas a esdrúxulas), os momentos críticos que superamos e a expectativa se poderemos realizar tudo o que sonhamos juntos. Nós nos apaixonamos à primeira vista. Foi em 24 de fevereiro de 2000, no dia da matrícula da UESC. Eu olhei para aquele menino sentado perto da escada do primeiro andar do pavilhão Adonias Filho. Ele usava um short vermelho e uma camiseta cinza, com uns peixes estampados. Fiquei com uma vontade imensa de falar com ele, mas meu pai fez questão de saber como era fazer matrícula na universidade e eu não tive chance. Depois que vi Felipe, não deixei de pensar nele. Não sabia qual era seu nome, mas sempre vinha na minha cabeça se nós poderíamos ser bons colegas ao longo dos quatro anos de curso. Eu praticamente ignorava o fato de que já namorava há ...

Aprendendo a amar

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Nunca havia encarado amar como uma ação que se escolhe. Talvez movida pelos ideias românticos dos contos de fadas, amar seria algo transcendental, acima da razão. Mas, assistindo a um estudo bíblico, cheguei à conclusão de que temos controle sobre nossos sentimentos. Afinal, amar é um mandamento, o maior de todos. E, como toda ordem, exige uma ação. Sendo uma ação, podemos optar desempenhá-la. Escolher amar não está entre as tarefas mais fáceis. Quando temos afinidades com alguém é natural termos afeição pelo outro. O engraçado é que cada um demonstra à sua maneira. Para uns, amar é saber que a pessoa está bem. Têm aqueles que encaram o amor como ficar sempre junto, cuidando. Contudo, quando há divergências ou somos ofendidos, o afeto é o sentimento que passa mais longe. É o momento em que entra o mandamento cristão. Ir além dos sentimentos humanos, carnais e buscar a santidade. Aí, só com muita oração e intervenção do Espírito Santo. Para os materialistas, sessões de terapia ajudam...

Sorte do dia do Orkut

O mundo é uma tragédia para os que sentem e uma comédia para os que pensam. Horace Walpole

Se entrou tem que sair

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Dona Barriga e eu dias antes de Amélie nascer Os três quilos perdidos além dos 16 que adquiri ao longo da gravidez me deixaram confiante para iniciar meu projeto “mamãe gostosa”. Está sendo ótimo vestir minhas calças jeans e conseguir fechá-las. As camisetas ainda estão apertadas por causa da “turbinada” da amamentação. Mas não faz mal. Para quem beirou os 80 quilos, voltar à casa dos 50 é bom demais! O meu emagrecimento está sendo super rápido. Em apenas três meses, apaguei os vestígios mais evidentes da minha condição interessante e do barrigão imponente. A amamentação está sendo minha amiga e a dieta para evitar cólicas em minha buguela também colabora. Nada de refrigerante, pouquíssimo chocolate e gordura, farinha só em ocasiões especiais. Outra grande colaboradora é a solidão. Ficar longe da minha terra e do meu povo está funcionando como regulador de apetite. Desde o boom dos 10 quilos em quatro meses, quando me casei e fui morar em ...