Sensor de movimento
Sempre fico aflita quando tenho que utilizar algum equipamento com sensor de movimento. Minha impressão é que aquilo nunca vai funcionar, por mais que eu me mexa. Não é “tecnofobia”. É que, por mais que eu me sinta inferiorizada, minha timidez faz com que eu me ache o centro das atenções. Como se todos à minha volta esperassem eu fazer alguma besteira para soltar gigantescos “Ha-ha-ha”, igual no desenho do Charlie Brown. E, como a maioria desses equipamentos está em locais públicos, dispara também meu sensor de ansiedade. Parece que a porta eletrônica nunca vai abrir, mesmo que eu dance igual ao Mc Hammer em sua frente, indo de um lado a outro feito uma impressora matricial. Eu nunca sei o quanto devo passar minhas mãos embaixo das torneiras para que comecem a me fornecer água e também não sei por quanto tempo devo continuar me movimentando para que elas não desliguem no meio da lavagem. Ainda existem os secadores de mão, que viraram moda depois da onda ecologicamente correta de...