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Lavando corpo e alma

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Os ambientalistas que me desculpem, mas um banho quente e demorado é bom demais. Além da função básica de higienizar o corpo, é uma terapia. Na falta de grana para pagar um psicanalista, banho quente! Ajuda a relaxar, mandar as tensões embora, pensar na vida, mandar os problemas às favas...  Eu amo tomar banho quente, mesmo no verão. Não com a água pelando, mas morna o suficiente para diminuir a tensão muscular. Banho frio é para despertar e espantar a preguiça. É para assustar o corpo e prepará-lo para a dureza da vida.  Nos últimos dias, penei com a crueldade gélida do desamparo de chuveiro elétrico. Tomar banho antes de dormir? Que nada, só lavava o essencial e fugia das agulhas em formas de gotas d’água. Minha redenção foi quando fui dormir num hotel. Ah, como é bom tomar banho quente sem pensar na conta de luz ou água...  Agora, o que me deixa constrangida é quando me hospedo na casa de alguém que tem um belo chuveiro com água quente. Fico tentada a pass...

O horror!

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Há muitos anos parei de forçar minha natureza e tentar me adaptar aos gostos de amigos e familiares sobre o carnaval. Já saí em bloco, já tentei ir atrás do trio, porém nunca me senti à vontade no ambiente momesco. Mas depois que passei a respeitar meu gosto, sempre aproveitei o feriadão para passear durante o dia e, à noite, me refugiar em casa.  Carnaval virou algo ligado apenas à minha vida profissional. Quando fui trabalhar na assessoria de comunicação da Prefeitura de Ilhéus, em 2005, só ia à Avenida para fazer matérias. Gostava de pegar as pautas de serviços oferecidos durante a festa, pois terminava tudo cedo. Eu morava próximo ao circuito e antes das 22 horas estava no conforto do meu lar.  Em 2009, fui trabalhar na Prefeitura de Itacaré. Lá, eu não tinha a “blindagem” do camarote da imprensa, a qual estava acostumada na Prefeitura de Ilhéus. Também não iria dormir a menos de 200 metros do circuito da festa. A cidade ficava a mais de 70 quilômetros da minha aconchega...

Qual a resposta?

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Há dois dias, uma dupla de meninas tocou a campainha já no final da tarde. A mais velha aparentava ter uns 10 anos e, a mais nova, uns 8. Eram morenas, cabelos viúvos de pente, escuros e escorridos. Estavam descalças, sujas, mas não maltrapilhas. Quando abri a porta, já avançaram com o corpo para espiar o interior da casa. Coloquei o corpo na frente e, antes que eu perguntasse o que queriam, a maior foi imperativa:  - Ei, me dê uma boneca!  - Ei, me dê um brinquedo! – completou a segunda.  Eu, que já tinha sofrido com dor na consciência por negar pedidos antes de pensar nas possibilidades de poder ou não ceder, pedi um tempo às meninas para procurar algo. Como minha filha ainda é um bebê, não tinha qualquer brinquedo que eu julgasse servir para as meninas. Lembrei que havia um pequeno jogo de jantar de plástico, ainda novo, guardado na estante. Ele tinha peças pequenas e eu não deixava minha filhota brincar com medo de que engolisse algo.  Voltei à frente da casa...

Isso é um trabalho para...

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Essa eu vi no blog Gospel e Nerd .

O natal mais surreal

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Nesse clima de final de ano, com a programação televisiva em clima de alegria e confraternização, eu fico me sentindo ainda pior nesse meu exílio, nesse deserto cujas temperaturas mínimas (isso mesmo, mínimas), ficam em torno de 27°. Não sou ligada aos rituais da época, não vejo muito sentido. Mas sou a favor de estar com pessoas que amo, tendo muitas conversas, risadas e comilanças. Não sinto falta das ceias de Natal ao Ano Novo. Sinto falta de estar com a minha gente que ama e compreende o meu jeito bobo.  No último dia 24, minha mãe ainda tentou fazer uma ceia para “não passar em branco”, como disse ela. Teve arroz com legumes, farofa com passas (que eu catei uma a uma), um chester tão macio que a carne soltava dos ossos e, de sobremesa, um pudim de cremosidade perfeita. Apesar de todo carinho com que minha mãe temperou a comida, não passou de uma refeição gostosa. Sem desmerecer as companhias dela, do meu marido e da minha filha, mas senti falta de mais gente para comentar a r...

O que é isso?

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Mas tem que saber como funciona também!

Sensor de movimento

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Sempre fico aflita quando tenho que utilizar algum equipamento com sensor de movimento. Minha impressão é que aquilo nunca vai funcionar, por mais que eu me mexa. Não é “tecnofobia”. É que, por mais que eu me sinta inferiorizada, minha timidez faz com que eu me ache o centro das atenções. Como se todos à minha volta esperassem eu fazer alguma besteira para soltar gigantescos “Ha-ha-ha”, igual no desenho do Charlie Brown. E, como a maioria desses equipamentos está em locais públicos, dispara também meu sensor de ansiedade.  Parece que a porta eletrônica nunca vai abrir, mesmo que eu dance igual ao Mc Hammer em sua frente, indo de um lado a outro feito uma impressora matricial. Eu nunca sei o quanto devo passar minhas mãos embaixo das torneiras para que comecem a me fornecer água e também não sei por quanto tempo devo continuar me movimentando para que elas não desliguem no meio da lavagem. Ainda existem os secadores de mão, que viraram moda depois da onda ecologicamente correta de...