Há três anos, eu e meu marido resolvemos comemorar mais um ano juntos indo ao shopping, em Itabuna. Pode não ser o programa mais romântico para um casal, mas, diante das possibilidades que atendiam ao nosso gosto, foi a mais viável. Comemos uma promoção número 1 do Mc Donald’s, tomamos sorvete e olhamos as vitrines. Ao final do dia, fomos andando até o centro da cidade para pegar o ônibus de volta pra casa. Como já era mais de 19 horas, o ponto estava cheio. Não pudemos ficar juntos. Felipe sentou num lugar paralelo ao meu e, virados para um para o outro, ficamos conversando. Na saída da cidade, perto do antigo parque Cavalo de Aço, um rapaz se levantou, foi até a cobradora e, puxando uma arma da cintura, anunciou o assalto. - Todo mundo abaixa, que é assalto – falou de maneira firme, com os olhos petrificados. Daí pra frente, eu abaixei e, prevendo a futura coleta dos pertences, deixei minha bolsa nos meus pés, no corredor. Fiquei olhando para meu marido, que, preocupado, falava, baix...