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Mostrando postagens de dezembro 25, 2011

O natal mais surreal

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Nesse clima de final de ano, com a programação televisiva em clima de alegria e confraternização, eu fico me sentindo ainda pior nesse meu exílio, nesse deserto cujas temperaturas mínimas (isso mesmo, mínimas), ficam em torno de 27°. Não sou ligada aos rituais da época, não vejo muito sentido. Mas sou a favor de estar com pessoas que amo, tendo muitas conversas, risadas e comilanças. Não sinto falta das ceias de Natal ao Ano Novo. Sinto falta de estar com a minha gente que ama e compreende o meu jeito bobo.  No último dia 24, minha mãe ainda tentou fazer uma ceia para “não passar em branco”, como disse ela. Teve arroz com legumes, farofa com passas (que eu catei uma a uma), um chester tão macio que a carne soltava dos ossos e, de sobremesa, um pudim de cremosidade perfeita. Apesar de todo carinho com que minha mãe temperou a comida, não passou de uma refeição gostosa. Sem desmerecer as companhias dela, do meu marido e da minha filha, mas senti falta de mais gente para comentar a r...