Postagens

Mostrando postagens de abril 11, 2010

Onde foram parar os dinossauros?

A imaginação sempre me serviu de arma contra o tédio. Na minha infância, quando minha mente era um terreno ainda mais fértil, em menos de cinco minutos eu conseguia transformar qualquer ambiente chato num lugar recheado de histórias interessantes. Hoje em dia, com a cabeça cheia de preocupações, fica meio difícil manter a concentração para embarcar num universo paralelo e mais divertido. Um dos maiores propulsores da minha engenhosa imaginação eram os quadros. Atualmente, as figuras que costumo ver penduradas nas paredes são mais sóbrias, discretas. Não dá para criar um enredo muito rico a partir de elementos tão singelos. Antigamente, ir à casa de alguém - principalmente se fosse mais velho - era um parque de diversões mental. Os quadros eram mais berrantes, com personagens pitorescos e cenários fantásticos. Geralmente eram reproduções baratas, que desbotavam até com a luminosidade de uma lâmpada incandescente. Na casa da minha avó paterna, tinham quatro clássicos: a menina loirinha...

Sapato novo

Eu calço é 37/ Meu pai me dá 36/ Dói, mas no dia seguinte/ Aperto meu pé outra vez/ Eu aperto meu pé outra vez/ (...) Pai já tô indo-me embora/ Eu quero partir sem brigar/ Já escolhi meu sapato/ Que não vai mais me apertar (Sapato 36 – Raul Seixas) Uma das coisas mais incômodas é qualquer tipo de calçado mal ajustado. Pode ser sapato, sandália, tênis. O modelo não importa. Se estiver apertado, faz calos, fere, incha o pé, dói até sugar a última gota de bom humor. Se estiver folgado, andamos inseguros, com medo de tropeçar e cair. Já passei maus bocados pra ficar mais arrumada. Quando eu era pequena, minha mãe impunha que eu tinha que usar o tal sapatinho envernizado para ir aos aniversários dos meus coleguinhas. Além de apertar meus dedos, o solado do sapatinho era muito liso. Tomei várias quedas durante as brincadeiras, pois não conseguia ficar assistindo a meninada se esbaldando. A única coisa legal dele é que dava para escorregar no chão recém encerado para a festinha. O tempo p...

Por que essa preguiça?

Imagem
Este texto do Bebe.com.br me ajudou a compreender a minha preguiça colossal para escrever, ultimamente. Guia de emoções na gravidez Por Jaqueline Amaral A partir do momento em que o bebê começa a se desenvolver, um turbilhão de sentimentos toma conta da cabeça da mulher. Alegria, medo, insegurança e ansiedade ao mesmo tempo e em alta dosagem. Ufa! Culpa dos hormônios? Em grande parte, sim. Essa instabilidade na cachola ocorre devido à brusca alteração dos níveis do estrógeno, que é o responsável pelas características femininas e cujas taxas sobem que nem foguete na gravidez ¬– tudo para deixar o organismo da futura mãe apto para o desenvolvimento da criança. Sem contar a progesterona, que tem a função de adequar o útero para receber o embrião. Saber lidar com todas essas transformações no corpo e na mente é uma árdua tarefa.