O líquido levemente amarronzado preenchia o pequeno cálice devagar. Sua consistência era menos densa do que eu imaginava. Finalmente, após anos de curiosidade, eu poderia provar a bebida enigmática, que provocava a minha imaginação. -Êpa, você está amamentando. Não pode beber! - Qual é? Só uma bicadinha para satisfazer a curiosidade. Tomei o cálice e senti pela primeira vez o aroma do licor. Eu imaginava algo parecido com chocolate, mas o perfume gostoso não me desapontou. Virei lentamente o líquido para que tocasse apenas a ponta da língua. E, a princípio, veio a decepção. Como toda bebida alcoólica, o amargor seguido da queimação. Mas, segundos depois, o sabor ficou bom, adocicado, bem diferente do que eu concebia. - Ah, Amarula é isso, então! Pronto, agora minha curiosidade foi morta! Quando eu ia a algum restaurante, a garrafa da tal Amarula me chamava atenção. O rótulo com o elefantão invocado e as frutinhas amarelas parecia com a capa de um livro infantil. O vidro marrom escuro ...