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Mostrando postagens de agosto 15, 2010

Encontrando a outra

Assisti há alguns dias o vídeo da mulher traída de Sorocaba, que gravou e publicou no You Tube o momento em que jogou e deu na cara da suposta amiga que mantinha um caso com seu marido durante cinco anos. A traída usou a tecnologia em seu favor. Instalou um programa espião que gravava as conversas entre os amantes, imprimiu e-mails, tinha fotografias, vídeos, o diabo a quatro. Era um verdadeiro dossiê do chifre da era digital! Atualmente, descobrir uma traição ficou muito mais fácil. Os amantes precisam pensar em muitos detalhes para se esconderem dos traídos. O antigo batom na cueca e o perfume na camisa ganharam roupagem hi-tech. É e-mail, MSN, Orkut, celular, histórico do navegador da internet. Tem que ser muito ninja para não acabar deixando um rastro. Isso sem contar com o sexto sentido feminino e os dedos-duros que metem a colher nas brigas de marido e mulher. Levar um chifre não é algo simples de digerir. É como engolir um gato vivo, que desce arranhando a garganta. Al...

O trauma do quebra-queixo

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Eu como quebra-queixo, mas não compro. Gosto muito de sentir os pedacinhos de coco envolvidos no melado de açúcar, mas não saio na porta para comprar. Só compro os vendidos no supermercado, que são secos e sem graça. Desses eu não tenho medo. Sim, medo decorrente de um trauma de infância. Ih, é uma história meio longa que tentarei resumir. Ilhéus, 1988. Todas as tardes, um garoto franzino passava equilibrando um pesado tabuleiro na cabeça, tocando o seu triângulo, vendendo quebra-queixos. Todas as tardes, eu fazia questão de comprar o doce, que custava 1 cruzado. Ele, sempre cansado, pedia água e conversava um pouco. O jovem contava sua vida sofrida, que dormia numa esteira no chão, o pai doente, a mãe falecida, irmãos pequenos... Minha mãe até deu uma bolsinha minha a ele para guardar o dinheiro, que embolava dentro do bolso e corria o risco de perder. Vida triste, igual a de muitos outros pobres meninos que ajudavam a completar a renda da família. Certo dia, meu pai viajou e deixou...

Mãe sim, e daí?

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A descoberta da minha gravidez foi uma bênção surpresa. Depois de 9 anos juntos e 5 anos de casados, meu marido e eu já tínhamos plena consciência que um filho biológico seria complicado. Os problemas eram meus cistos nos ovários e as baixas contagem e motilidade constatadas no espermograma. Gerar uma criança era um sonho tão distante quanto ir à Lua. Mas Deus parece se divertir ao fazer com que experimentemos o improvável e o impossível. No dia 08 de outubro de 2009, o positivo em caixa alta escrito no exame Beta HCG iniciou a mudança de nossas vidas para uma realidade totalmente nova. Saber que eu estava gerando uma vida, que havia um ser humano crescendo dentro de mim me deixava aérea. Eu estava carregando alguém que eu iria amar e traumatizar! Uma nova alma, uma nova consciência, um novo universo. Tanto estava confusa que demorei para digerir a informação. - Karol, você sabe o que está acontecendo? – perguntou-me Felipe enquanto eu falava sem parar após abrir o ex...