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Mostrando postagens de 2009

Meu amigo vai virar rua

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Paulo Pinheiro, eu e Felipe no Carnaval 2008. Foto de José Nazal Sabe aquelas pessoas que você mal conhece e já ama de verdade? Pois é, Paulo Pinheiro era assim. Deus me presenteou ao permitir que eu trabalhasse com esse cara único, que partiu cedo e deixou muita saudade. Aliás, saudade só, não. Ele deixou sua marca no mundo e em todas as pessoas que conviveram com ele. Sempre alto astral, era impossível passar uma manhã com ele sem dar uma boa risada. quando tinha alguma matéria de Cultura, ele já se prontificava a fazer. Às vezes usava tantos floreios que ele ria sozinho, identificando seus exageros. Paulo também era um cozinheiro de mão cheia. Certa vez, ele me prometeu um mousse de chocolate que não era trazido nunca. Enchi tanto a paciência dele que ele acabou fazendo um outro, de coco verde com calda de goiaba. Humm, babo só de lembrar. E ele foi embora sem me dar a receita... Trabalhamos juntos por quatro anos na ASCOM da Prefeitura de Ilhéus e, no dia em que comuniquei minha m...

Maldita inclusão digital

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Maldita inclusão digital! Maldita Tekpix! Maldito PC Positivo! Não quero dizer que a democratização do acesso às tecnologias seja ruim. Mas, quando caem em mãos despreparadas, podem se transformar em instrumentos de tortura ou armas letais. Primeiro foi a popularização do ICQ, seguido pelo MSN, Fotolog, Orkut, You Tube, celular, DVD, Mp 3,4,5, 1.000 player... Apesar das ferramentas de uso fantástico, a ignorância teve mais espaço para se propagar. Por isso, muitas vezes acabo amaldiçoando a tal inclusão digital. Lembro quando fiz meu curso de computação, em 1996. O Windows 95 ainda era uma novidade muito grande, por isso aprendi a mexer no Windows 3.1, que tinha que ser iniciado pelo MS-DOS. Eram raros os computadores com monitor colorido e os disquetes 3,5’’ armazenavam impressionantes 1,44 MB. Cabia tudo o que precisávamos! Meu primeiro computador foi um Pentium 166 com 10GB de HD. Com muito sacrifício, minha mãe pagou quase R$ 2 mil em 1998. Agora, poderia me livrar das folhas pau...

Minha profissão

Já faz mais de uma semana que os juízes do Superior Tribunal Federal decidiram que para ser jornalista não precisa mais de formação superior específica. Minha caixa de e-mails vem recebendo inúmeros textos que execram e aplaudem a decisão dos magistrados. Eu, o que penso? Sei lá. Acho que com diploma, ou não, a seleção natural acaba agindo. Estou jornalista há quatro anos. Há 10 anos, queria ser veterinária. Mas, um parto complicado de uma cachorrinha que tive fez com que eu repensasse a ideia de lidar com bichos, sangue, sofrimento, etc. Aí, uma amiga minha sugeriu: faz jornalismo. Eu sempre gostei de escrever, era boa em redação, curiosa. Mas o curso só tinha na UFBA e a condição financeira de meus pais impedia de cogitar uma faculdade particular. Bombei na Federal. Perdi logo na primeira fase. Mas ainda tinha a UESC, cujo curso era de Rádio e TV. Eu, com 17 anos recém completos, tinha que ser aprovada em alguma coisa. Minha mãe já tinha me dado o ultimato: não vou pagar cursinho, ...

Frase do dia

"Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação". Marcel Proust

Tirinhas

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Gosto muito de histórias em quadrinhos e acho as tirinhas um desafio, pois é preciso sintetizar toda uma história em poucos quadrinhos. Sempre passeio pelo Tira da Reta , Dr. Pepper , que usam e abusam do darcasmo e humor negro. Aí, no Jacaré Banguela, vi essas do Vida Besta e me identifiquei também. Se a vista está curta, clique nas imagens para ampliar. Também tem esta do Nadaver , que faz um humor bem legal!

O resgate do pintinho

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Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram. Mateus 25:40 Não tem jeito! Todas as vezes que conto esta história, alguém de mente fértil (provavelmente com a ajuda de adubo) vem com uma piadinha dúbia sobre o pintinho resgatado. Mas o salvamento foi do filhote da galinha, aquele de penas e bico. Porém, apesar do nome protagonista gerar graça, o ocorrido me ajudou a observar o quanto os seres humanos podem ser altruístas e misericordiosos. Mesmo em relação a um bichinho cujo cérebro não atingirá ao tamanho de uma ervilha e poderá nos servir de alimento. Era um sábado lindo, quente e convidativo a um banho de mar ou piscina. Meu marido e eu não pensamos duas vezes em fazer valer as mensalidades pagas a AABB. Pegamos o ônibus que para justamente a duas quadras do clube e, quando estávamos a menos de 100 metros do nosso destino, avistamos o pobre pintinho, piando desesperadamente em frente a um portão. Infelizmente, ...

Fofão na inquisição

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Quando faço um balanço da minha vida hoje, quando a terceira década está cada vez mais próxima, tenho convicção de que tive uma infância muito feliz. Apesar de ter um meio-irmão, fui criada como filha única. Por causa disso, recebi muita proteção dos meus pais, que não me deixavam brincar com qualquer moleque da rua. Então, para me divertir com seres da minha idade, se não estivesse na escola, tinha que ficar pendurada na grade da varanda esperando alguma criança passar ou então contando os dias para as férias, para me reunir com os primos. Devido à minha “clausura”, minha diversão maior era a televisão. Como estudava pela manhã, meu pai gravava alguns desenhos que gostava para que eu assistisse depois dos deveres. Adorava Thundercats, He-Man, She-Ra, Caverna do Dragão... Todos extremamente violentos, mas, diferente dos de hoje, ninguém estava ligando para teorias psicopedagógicas. À tarde, ligava na TV Manchete para ver Changeman, Jaspion, Lion Man, Black Kamen Rider, Flashman e por...

TENSO

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Acho que a foto que Anabel tirou de meu marido e eu se aplica perfeitamente à nova tendência dos blogs Bobagento e Chongas . Clique na foto para ampliar.

Arroxé Geriátrico

Por mais que eu tente proteger meus ouvidos e meus olhos, o tal do Arrocha aparece. Infelizmente, não podemos negar que essa bizarrice faz parte da cultura popular, mas achar lindo e maravilhoso... Tenha dó! E agora está na moda um tal de Arroxé, que é tão brabo quanto o original. Na quarta-feira passada (28), fui cobrir a excursão de uma turma da Melhor Idade de Itapitanga, que passou a manhã em Itacaré e a tarde em Olivença, em Tororomba. A animação dos coroas era total, até que chegou mais um para completar a festa. Daí, não resisti e gravei o showzinho do Arroxé Geriátrico!

O Pão Meu de Cada Dia

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Resolvi aderir ao novo projeto da minha amiga-irmã Anabel, do blog Quer ler? Eu Deixo! : O Pão Meu de Cada Dia. É mais uma daquelas ondas de tirar fotos de umas maluquices por um determinado período. Ela estava acabando o projeto 365 dias, quando tirou um auto-retrato adivinhem por quanto tempo? Pois é, estava com tantas dúvidas cruéis sobre qual o novo desafio que acabei ajudando a construir o novo: fotografar o que comeu por um ano. Depois de vários comentários esdrúxulos e escatológicos (como fotografar o antes e o depois da gororoba), Anabel acabou batendo o martelo e Mascarenhas, namorado de Anabel, fez o favor de batizar a iniciativa: O Pão Meu de Cada Dia. Eis a minha primeira refeição da séria. O cardápio: pão com patê de sardinha feito por mim. Não foi uma alternativa muito saudável, a aparência é meio feinha, parece que já foi mastigado, mas estava gostosinho.

Qualidade do Atendimento

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Clique na imagem para ampliar e dar umas risadas

Indeciso

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Não sei porquê, mas me lembrei de Felipe. Se você não tem os olhos do Lobo Mau, clique na imagem para ver melhor!

Livros do lixo

Começa o ano e começa a correria pelos materiais escolares. Como Deus ainda não me permitiu um herdeiro, só acompanho as batalhas dos meus amigos e amigas que precisam resolver este desafio caro. Lembro quando meus pais pegavam a lista dos livros que tinham que comprar. Sempre ouvia reclamação de que, a cada ano, pediam mais coisas. O que eu gostava mais é quando compravam os livros e cadernos novinhos. Lembro do cheiro de cada um, a textura das páginas. Ficava imaginando como iria aprender aqueles assuntos que não faziam o menor sentido para mim. Tinha pena até de escrever o meu nome para não borrar o papel. Mas isso só durava até as primeiras semanas de aula, quando eu já enchia tudo de adesivo e desenhos coloridos. Minha mãe sempre me ensinou a zelar pelo meu material. Ficava pirada quando emprestava alguma coisa e não me devolviam: - Cada um precisa cuidar do que é seu. Se seus colegas não têm, é porque são desmazelados - dizia em tom de conselho. Mas, o cuidado com meus livros and...

Entrevada

Às vezes eu me pergunto se, realmente, eu nasci em 1982. Tenho vários sinais de velhice precoce. Os meus amigos riem porque me lembro de coisas do arco da velha (tenho culpa de ter boa memória?), adoro dormir depois de comer; sou meio ranzinza; odeio lugares lotados e com música alta. Mesmo com muita gente dizendo que preciso aproveitar a vida, não me culpo mais por minhas preferências. Ah, todo mundo tem direito a gostar daquilo que o interessa. Por que eu preciso ir na onda dos outros? Quando era mais nova, tentei me adequar ao padrão. Cheguei até a sair em bloco de carnaval. Tomava tanto pisão no pé, empurrão e banho de cerveja daqueles infelizes que rodam as latinhas, que nem via quem estava tocando. Na última vez que tentei aproveitar a folia momesca, um catador de latinhas cortou minha perna com o saco que carregava. Lei de Murphy? Não sei, mas desisti de ir contra minha natureza. Além do meu comportamento meio anti-social, minha saúde também não ajuda muito. São tantas dores aq...