Comédia Romântica
Ontem, fez 10 anos e 5 meses que Felipe e eu estamos juntos. Como sou romântica, beirando a cafonice, penso em nossa história como uma comédia romântica. Desde a maneira que nos apaixonamos, as situações que vivemos (de lindas a esdrúxulas), os momentos críticos que superamos e a expectativa se poderemos realizar tudo o que sonhamos juntos.
Nós nos apaixonamos à primeira vista. Foi em 24 de fevereiro de 2000, no dia da matrícula da UESC. Eu olhei para aquele menino sentado perto da escada do primeiro andar do pavilhão Adonias Filho. Ele usava um short vermelho e uma camiseta cinza, com uns peixes estampados. Fiquei com uma vontade imensa de falar com ele, mas meu pai fez questão de saber como era fazer matrícula na universidade e eu não tive chance.
Depois que vi Felipe, não deixei de pensar nele. Não sabia qual era seu nome, mas sempre vinha na minha cabeça se nós poderíamos ser bons colegas ao longo dos quatro anos de curso. Eu praticamente ignorava o fato de que já namorava há quase três anos. O namoro estava nas últimas mesmo. Só o menino da matrícula me encantava. Era a minha “garotinha ruiva”!
Em 14 de março, finalmente pude dirigir as primeiras palavras ao menino da matrícula. O papo com ele fluía com naturalidade e eu desejava que nunca acabasse. Aos poucos, fomos descobrindo várias coisas em comum: pizza e acarajé, filmes nas tarde de sábado, olhar o mar, assistir desenho, rir de si mesmo, a cultura geral nerd...
O engraçado é que eu não conseguia olhar em seus olhos. Parecia que poderia me ver por dentro. E, com o tempo, descobri que nossos olhos são como um bluetooth habilitado para trocar dados entre si! E, em 09 de abril de 2000, num final de tarde quente, à beira do mar da Avenida Soares Lopes, Felipe deu um suspiro e confessou seu sentimento por mim.
Daí em diante, não nos desgrudamos mais. E, as coisas em comum foram dando lugar para muita intimidade. Intimidade no sentido mais amplo, não apenas físico. Chegamos a ler pensamentos um do outro. Também nos sentimos à vontade para falar o que pensamos e sentimos. Até fazer cocô junto no mato, sem constrangimento! Com Felipe, eu posso ser eu sem máscaras, sem medo do ridículo. E sei que ele também.
De tantas histórias que já vivemos nesta nossa comédia romântica, uma das mais engraçadas é a do dia do nosso casamento. Casamos no fórum Epaminondas Berbet de Castro (nome pomposo, né?), em 12 de março de 2004, às 16 horas. Eu já estava pronta desde as 14h30min, esperando meu pai chegar com os salgadinhos da festinha improvisada que seguiria depois da cerimônia. Quando ele chegou, era mais de 15 horas e ainda foi fazer a barba, passar a camisa, pegar o terno.
- Pra que terno, meu pai? É casamento coletivo! – tentei negociar.
- Se eu não usar hoje, só no meu enterro- respondeu fazendo graça.
Faltavam 15 minutos para a cerimônia e eu estava dando um treco em casa. Felipe, já na porta do fórum ainda mais agoniado, pois só tinha nosso casamento naquele dia. Ele me ligava a cada minuto para saber onde eu estava. Eu dei um chilique e meu pai resolveu ficar pronto. Entramos no carro e, ao dar a partida, um som nada agradável.
- Ih, afogou. Karol, você vai ter que descer para empurrar! – comunicou-me meu paizinho.
E lá fui eu, empurrando o Uno velho pelas ruas da Urbis, toda arrumadinha, de sandália alta, enquanto meu pai tentava fazer a carroça pegar. Depois de uns 200 metros, desisti e supliquei por um táxi. Pense num carro caindo aos pedaços, com o encosto de cabeça grudado com fita isolante e tudo mais. Quando disse ao motorista que estava atrasada, ele saiu rasgando pelas ruas.
Graças a Deus, cheguei ilesa ao fórum, onde Felipe já estava quase fazendo um ninho e pondo um ovo. Mas, enfim, viramos um do outro oficialmente e documentado.
Nós nos apaixonamos à primeira vista. Foi em 24 de fevereiro de 2000, no dia da matrícula da UESC. Eu olhei para aquele menino sentado perto da escada do primeiro andar do pavilhão Adonias Filho. Ele usava um short vermelho e uma camiseta cinza, com uns peixes estampados. Fiquei com uma vontade imensa de falar com ele, mas meu pai fez questão de saber como era fazer matrícula na universidade e eu não tive chance.
Depois que vi Felipe, não deixei de pensar nele. Não sabia qual era seu nome, mas sempre vinha na minha cabeça se nós poderíamos ser bons colegas ao longo dos quatro anos de curso. Eu praticamente ignorava o fato de que já namorava há quase três anos. O namoro estava nas últimas mesmo. Só o menino da matrícula me encantava. Era a minha “garotinha ruiva”!
Em 14 de março, finalmente pude dirigir as primeiras palavras ao menino da matrícula. O papo com ele fluía com naturalidade e eu desejava que nunca acabasse. Aos poucos, fomos descobrindo várias coisas em comum: pizza e acarajé, filmes nas tarde de sábado, olhar o mar, assistir desenho, rir de si mesmo, a cultura geral nerd...
O engraçado é que eu não conseguia olhar em seus olhos. Parecia que poderia me ver por dentro. E, com o tempo, descobri que nossos olhos são como um bluetooth habilitado para trocar dados entre si! E, em 09 de abril de 2000, num final de tarde quente, à beira do mar da Avenida Soares Lopes, Felipe deu um suspiro e confessou seu sentimento por mim.
Daí em diante, não nos desgrudamos mais. E, as coisas em comum foram dando lugar para muita intimidade. Intimidade no sentido mais amplo, não apenas físico. Chegamos a ler pensamentos um do outro. Também nos sentimos à vontade para falar o que pensamos e sentimos. Até fazer cocô junto no mato, sem constrangimento! Com Felipe, eu posso ser eu sem máscaras, sem medo do ridículo. E sei que ele também.
De tantas histórias que já vivemos nesta nossa comédia romântica, uma das mais engraçadas é a do dia do nosso casamento. Casamos no fórum Epaminondas Berbet de Castro (nome pomposo, né?), em 12 de março de 2004, às 16 horas. Eu já estava pronta desde as 14h30min, esperando meu pai chegar com os salgadinhos da festinha improvisada que seguiria depois da cerimônia. Quando ele chegou, era mais de 15 horas e ainda foi fazer a barba, passar a camisa, pegar o terno.
- Pra que terno, meu pai? É casamento coletivo! – tentei negociar.
- Se eu não usar hoje, só no meu enterro- respondeu fazendo graça.
Faltavam 15 minutos para a cerimônia e eu estava dando um treco em casa. Felipe, já na porta do fórum ainda mais agoniado, pois só tinha nosso casamento naquele dia. Ele me ligava a cada minuto para saber onde eu estava. Eu dei um chilique e meu pai resolveu ficar pronto. Entramos no carro e, ao dar a partida, um som nada agradável.
- Ih, afogou. Karol, você vai ter que descer para empurrar! – comunicou-me meu paizinho.
E lá fui eu, empurrando o Uno velho pelas ruas da Urbis, toda arrumadinha, de sandália alta, enquanto meu pai tentava fazer a carroça pegar. Depois de uns 200 metros, desisti e supliquei por um táxi. Pense num carro caindo aos pedaços, com o encosto de cabeça grudado com fita isolante e tudo mais. Quando disse ao motorista que estava atrasada, ele saiu rasgando pelas ruas.
Graças a Deus, cheguei ilesa ao fórum, onde Felipe já estava quase fazendo um ninho e pondo um ovo. Mas, enfim, viramos um do outro oficialmente e documentado.
Comentários
E não tenho inveja da cna do casamento... a minha foi diferente, o juiz foi "ali" tomar uma, pq nós chegamos tarde achando que teria mais casamentos, e no fim das contas foram só mais dois e o véio de fraldão já queria ir embora... kkkkk
O bom de tudo é encarar como uma comédia romântica mesmo. E com happy end. Ou sem end, é melhor ainda!!!
Bjo nos dois e parabéns!!!
*-*
Histórias assim dão ânimo, dá sabor, cor à vida!
Encantada! :)