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Conversando no Facebook

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Quem avisa, amigo é.

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Aí hoje uma colega veio me mostrar a foto do cara que ela tinha ficado. Ele estava usando uma sunga estampadinha e eu disse: - Esse cara é gay. Ela teimou que não era e me mostrou outra foto dele, de bunda para cima, na beira de uma piscina. E eu falei de novo: - Esse cara é gay. Mas ela ainda teimou que ele havia demonstrado com sobra sua masculinidade e me mostrou outra foto dele, na piscina, sendo abraçado por um outro cara, que ela disse ser o "melhor amigo dele". E, mais uma vez atestei: - Esse cara é gay. Ela se irritou comigo e mostrou mais uma foto. Era um close do cara todo embecado. Quando passou o álbum adiante, tinha a mesma foto, só que em preto e branco. E, derradeiramente, eu disse: - Esse cara é gay. Depois tem gente que fica chorando, se lamentando de falta de aviso...

Eu odeio minhas fotos, mas...

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Sim, eu detesto as minhas fotos. Saio com cara de doida, olhos vesgos, nariz de bruxa... Autoestima baixa? Que nada! É que tenho tanta consciência da minha beleza interior que a exterior sempre fica devendo!  E, se um dia eu fizer um álbum narcisista, cheio de auto-retratos na frente do espelho, com os dedinhos em "v" de lado, fazendo bico, olhar de mormaço ou bancando a "miseravona", tenham certeza de que estarei sob efeito de drogas psicotrópicas fortíssimas! Pois nem alcançando meu nível máximo de insanidade eu me prestaria a fazer algo do tipo a sério.  De brincadeira, talvez um dia para exercitar meu sarcasmo barato. Challenge accepted!

O que me faz mulher

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Espelho, espelho meu... Ah, esquece! Se eu fosse abduzida por uma nave extraterrestre como um exemplar do estereótipo feminino, os pobres dos ETs ficariam frustrados. Biologicamente, tudo bem. Posso não ser o exemplo de beleza feminina, mas o resto do corpo tem tudo o que uma mulher normal precisa ter para ser chamada de mulher, incluindo estrias e celulites.  Considero meu comportamento bem diferente do padrão feminino. Minhas vaidades e minhas frescuras são outras. Não uso maquiagem ou salto alto. Não vou ao salão de beleza e nem tenho medo de barata. Não perco horas na frente do guarda-roupa escolhendo o que usar e vestidos e saias são peças raríssimas. Aí penso: o que será que me faz mulher, então? Só o físico? Acho que não!  Já vivi alguns conflitos internos e externos por causa dos meus gostos diferentes. E, como os traumas clássicos, tudo começa com minha mãe. Quando fui me tornando uma mocinha, ela me enchia o saco para me emperiquitar. Comprava roupas ju...

Marcando o fim

Ultimamente, minha alma tem recebido grandes injeções de ânimo por ter voltado para o meio daqueles que amo. É incrível que, mesmo depois de tanto tempo, reencontrar certas pessoas parece tão natural como se estivéssemos juntas no dia anterior. A diferença é que a alegria é grande demais para ser classificada como normal. Mas o papo flui com tranqüilidade, sem silêncios constrangedores, e desfrutar da companhia é o motivo simples e maior para estar ao lado.  Confesso que temia não me encaixar de volta, de tudo ter mudado demais, inclusive eu. Acho que é por isso que tenho sentido a estranha sensação de liberdade extrema. É parecido com quando se retira o gesso de um braço ou perna. A impressão é que o mundo ficou maior. O meu mundo se expandiu, eu me senti pequenina e, com o apoio dos verdadeiros amigos, estou me readaptando, tomando posse do que sempre foi meu.  Reencontrar velhas amizades é bom demais. É relembrar o passado, rir ou se lamentar do presente e não ter ...

Lavando corpo e alma

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Os ambientalistas que me desculpem, mas um banho quente e demorado é bom demais. Além da função básica de higienizar o corpo, é uma terapia. Na falta de grana para pagar um psicanalista, banho quente! Ajuda a relaxar, mandar as tensões embora, pensar na vida, mandar os problemas às favas...  Eu amo tomar banho quente, mesmo no verão. Não com a água pelando, mas morna o suficiente para diminuir a tensão muscular. Banho frio é para despertar e espantar a preguiça. É para assustar o corpo e prepará-lo para a dureza da vida.  Nos últimos dias, penei com a crueldade gélida do desamparo de chuveiro elétrico. Tomar banho antes de dormir? Que nada, só lavava o essencial e fugia das agulhas em formas de gotas d’água. Minha redenção foi quando fui dormir num hotel. Ah, como é bom tomar banho quente sem pensar na conta de luz ou água...  Agora, o que me deixa constrangida é quando me hospedo na casa de alguém que tem um belo chuveiro com água quente. Fico tentada a pass...

O horror!

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Há muitos anos parei de forçar minha natureza e tentar me adaptar aos gostos de amigos e familiares sobre o carnaval. Já saí em bloco, já tentei ir atrás do trio, porém nunca me senti à vontade no ambiente momesco. Mas depois que passei a respeitar meu gosto, sempre aproveitei o feriadão para passear durante o dia e, à noite, me refugiar em casa.  Carnaval virou algo ligado apenas à minha vida profissional. Quando fui trabalhar na assessoria de comunicação da Prefeitura de Ilhéus, em 2005, só ia à Avenida para fazer matérias. Gostava de pegar as pautas de serviços oferecidos durante a festa, pois terminava tudo cedo. Eu morava próximo ao circuito e antes das 22 horas estava no conforto do meu lar.  Em 2009, fui trabalhar na Prefeitura de Itacaré. Lá, eu não tinha a “blindagem” do camarote da imprensa, a qual estava acostumada na Prefeitura de Ilhéus. Também não iria dormir a menos de 200 metros do circuito da festa. A cidade ficava a mais de 70 quilômetros da minha aconchega...